O significado do Salmos 147 trata da grandeza de Deus e de Sua graça, como também é abordado no Salmo 146. No entanto, neste Salmo, um salmista não identificado vê Deus mais como Sustentador do que como Criador. Ele provê o que Suas criaturas precisam.
Este Salmo foi provavelmente escrito para a celebração e dedicação que ocorreu quando Neemias e seu povo terminaram de reconstruir as muralhas de Jerusalém, restaurar as portas e repovoar a cidade (Salmos 147:2; Salmos 147:12-14; Neemias 12:27-43). O Salmo apresenta três razões pelas quais o povo deve louvar o Senhor, e cada seção é marcada pelo comando para louvar a Deus.
Objetos de controle de Deus (Salmos 147:1-6)
Após o chamado inicial para louvar o Senhor, o escritor explica que tal louvor é agradável e apropriado. O fato de Deus ter trazido Seu povo de volta à Terra Prometida e ter permitido que eles reconstruíssem Jerusalém mostra que Ele pode e faz curar os corações quebrantados. Ele cura e restaura aqueles que se arrependem e voltam para Ele.
As pessoas contam o que possuem e nomear algo expressa a soberania de alguém sobre isso. Assim, no versículo 4 expressa a soberania de Deus sobre os céus. A grandeza de Deus também é evidente em Sua força abundante e entendimento ilimitado. Ele sustenta os aflitos e derruba os ímpios. Em outras palavras, Ele controla todos os corpos celestes e todos os seres humanos.
Objetos de deleite de Deus (Salmos 147:7-11)
Salmos 147:7 é um chamado para louvar semelhante a Salmos 147:1. Salmos 147:8-9 retratam Deus providenciando para Suas criaturas através das operações de Sua providência. O salmista pode ter mencionado os corvos jovens (Salmos 147:9) porque eles são especialmente vulneráveis. Corvos não cuidam de seus filhotes como outras aves fazem. Eles são muito egoístas (cf. 1 Reis 17:4-6). No entanto, Deus cuida dos filhotes de corvos.
Deus não se agrada dos símbolos de força que impressionam os seres humanos. Ele vê e se agrada do que demonstra verdadeira força espiritual, ou seja, a confiança Nele. Isso O torna digno de louvor.
O instrumento de bênção de Deus – (Salmos 147:12-20)
Além disso o versículo 12 introduz uma terceira rodada de louvor (cf. Salmos 147:1 e 7). O salmista exortou os israelitas a louvar a Deus porque Ele trouxe segurança, estabilidade, paz e prosperidade a Jerusalém novamente.
Os versículos 15-18 descrevem o poderoso efeito que os comandos de Deus têm na criação (cf. Salmo 147:4; Salmo 147:8-9). Deus também enviou Sua Palavra a Israel (Salmo 147:19-20; cf. Salmo 147:2-3-6; Salmo 147:11). Isso foi uma bênção única, pois envolveu uma revelação de Sua vontade graciosa.
O povo de Deus deve louvá-Lo em vista de todas essas coisas. “Tem sido bem apontado que, puramente como meio de realizar coisas, estatutos e ordenanças, ou mesmo apelos e encorajamentos, são ferramentas muito incertas. Então, ao nos abordar, não programando-nos, Deus mostra que Ele busca um relacionamento, não simplesmente uma sequência de ações realizadas”. [Nota: Kidner, Salmos 73-150, p. 486.] A grandeza de Deus, como vista em Seu controle sobre a natureza, e Sua graça, como vista em Seus tratos com Seu povo, exigem louvor. Deus sustenta tanto a criação quanto Suas criaturas com Sua Palavra.
Conclusão
Em resumo, o Salmo 147 apresenta Deus como o Sustentador de todas as coisas, que exerce controle sobre a natureza e provê para suas criaturas. O salmista chama o povo de Israel a louvar a Deus por sua grandeza e graça manifestadas em sua restauração de Jerusalém. Através de suas ações e de sua Palavra, Deus continua sustentando e abençoando sua criação.
Fonte da explicação de Salmos 147:
- Autoria: Constable, Thomas. DD. Commentary.